Santa Catarina confirma primeira morte por Febre do Nilo Ocidental da história do estado
Pernilongo é um dos transmissores da febre do Nilo Ocidental Wikimedia Commons Santa Catarina confirmou, na tarde desta segunda-feira (24), a primeira morte po...
Pernilongo é um dos transmissores da febre do Nilo Ocidental Wikimedia Commons Santa Catarina confirmou, na tarde desta segunda-feira (24), a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental da história do estado, conforme a Secretaria Estadual da Saúde. A vítima foi uma mulher de 77 anos. O caso dela e de outro paciente, de 56 anos, que teve alta, foram os primeiros registros da doença na história de Santa Catarina, conforme o superintendente de Vigilância em Saúde de Santa Catarina, Fábio Gaudenzi. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp 🔎A Febre do Nilo Ocidental é uma doença febril aguda causada por um vírus que é transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, como pernilongo ou muriçoca. A paciente morreu em 8 de agosto em Imbituba, no Sul do estado. De acordo com a secretaria, é raro o óbito por essa doença. Além dessa mulher, um homem de 56 anos de Caçador, no Oeste, também teve a doença, mas já recebeu alta. A secretaria informou que ambos os quadros apresentaram manifestações neurológicas (leia mais sobre os sintomas abaixo) e seguem sob investigação epidemiológica contínua para mapear com precisão os prováveis locais de infecção e detalhar a relação entre a circulação do vírus e as manifestações clínicas registradas. Saiba o que é a febre do Nilo ocidental Quais os sintomas da febre do Nilo Ocidental? A doença pode ser assintomática ou com sintomas variáveis, de acordo com o Ministério da Saúde. Pode apresentar desde casos leves com febre passageira, acompanhada ou não de fraqueza e dor muscular, até casos mais severos, com sinais de acometimento do sistema nervoso central ou periférico. Estima-se que 20% dos indivíduos infectados pelo vírus desenvolvam sinais, na maioria das vezes leves e até mesmo nem apresentem qualquer sintoma. Segundo o Ministério da Saúde, a forma leve da doença caracteriza-se pelos seguintes sinais: febre aguda de início abrupto, frequentemente acompanhada de mal-estar; anorexia; náusea; vômito; dor nos olhos; dor de cabeça; dor muscular; manchas vermelhas na pele; íngua. Um em cada 150 indivíduos infectados desenvolve doença neurológica severa, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda. A orientação da Secretaria de Estado da Saúde é que pessoas que apresentem febre acompanhada de sintomas neurológicos — como confusão mental, alteração de consciência, fraqueza ou outros sinais neurológicos — procurem atendimento de saúde e informem ao profissional sobre possíveis exposições a mosquitos. O diagnóstico pode ser feito através de uma exame de sangue, que deve ser feito o mais rápido possível. Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres. Além de pessoas, outros mamíferos, como cavalos e primatas, também podem ser infectados após a picada do pernilongo. A Secretaria de Estado da Saúde destacou que não existe contágio de pessoa para pessoa, nem transmissão direta de aves para as pessoas. LEIA TAMBÉM: Quem era o árbitro Bruno David Rossetti, morto carbonizado após bater carro Como denúncia de abandono revelou corpos de mais de 20 cães escondidos em sacos Bancário de SP sumido há 18 dias em Florianópolis viajou para visitar amigo Qual o tratamento para a Febre do Nilo Ocidental? Não existe vacina ou tratamento antiviral específico para a Febre do Nilo Ocidental, conforme o Ministério da Saúde. É feito apenas o tratamento sintomático, com assistência ao paciente, que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso e com reposição de líquidos, quando indicado. Nas formas graves, com envolvimento do sistema nervoso central, o paciente deve ser atendido em uma unidade de terapia intensiva (UTI), com o intuito de se reduzirem as complicações e o risco de óbito. O tratamento é de suporte, frequentemente envolvendo hospitalização, reposição intravenosa de fluídos, suporte respiratório e prevenção de infecções secundárias. Como prevenir a Febre do Nilo Ocidental? Atualmente no Brasil não há vacinas recomendadas contra Febre do Nilo Ocidental. Como proteção individual, o Ministério da Saúde recomenda: uso de repelentes; evitar locais onde haja o inseto transmissor, principalmente ao amanhecer e entardecer; uso de tela em janelas e portas; evitar água parada e locais sem saneamento básico; não despejar lixo em valas, valetas, margens de córrego, rios e riachos; evitar manusear animais mortos.