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Família viaja mais de 2 mil km e realiza sonho ao pescar pirarucu gigante em rio de MT; vídeo

Família viaja mais de 2 mil km e realiza sonho ao pescar pirarucu gigante em rio de MT Uma viagem de mais de 2 mil quilômetros terminou com a realização de ...

Família viaja mais de 2 mil km e realiza sonho ao pescar pirarucu gigante em rio de MT; vídeo
Família viaja mais de 2 mil km e realiza sonho ao pescar pirarucu gigante em rio de MT; vídeo (Foto: Reprodução)

Família viaja mais de 2 mil km e realiza sonho ao pescar pirarucu gigante em rio de MT Uma viagem de mais de 2 mil quilômetros terminou com a realização de um sonho para uma família de Xanxerê, em Santa Catarina. Durante uma pescaria no Rio Teles Pires, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, o grupo fisgou um pirarucu de 2,45 metros, na última segunda-feira (17). Um vídeo publicado nas redes sociais mostra parte da pescaria e o momento em que o grupo se mobiliza para conseguir retirar o peixe da água (assista acima). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A família percorreu 2.074 quilômetros entre Xanxerê e Sinop para realizar uma semana de pesca. A viagem já virou tradição: todos os anos, parte dos familiares se reúne para visitar o patriarca Vilson Rossetto, que mora em Mato Grosso, e aproveitar alguns dias de pesca no rio. Desta vez, porém, a pescaria rendeu um encontro que o grupo esperava havia anos. Quem fisgou o pirarucu gigante foi Júnior Santin, amigo da família. Ao g1, Felipe Rossetto, filho de Vilson, contou que o grupo estava dividido entre um caiaque e um barco quando percebeu que Júnior havia fisgado algo. "Em um determinado momento, o Júnior começou a gritar. Fomos até ele com o barco para ver o que tinha acontecido e, nesse momento, vimos que ele havia fisgado o pirarucu", contou. Felipe Rossetto, Vilson Rossetto e Júnior Santin junto do pirarucu gigante em MT Reprodução/Redes Sociais No início, segundo Felipe, ninguém sabia o tamanho do peixe. A dimensão do pirarucu só ficou evidente depois de uma disputa que durou mais de uma hora, desde a fisgada até a retirada do animal da água. "Até então não sabíamos o tamanho dele. Depois de mais de uma hora de briga, conseguimos tirar ele da água. O exemplar mediu 2,45 metros", relembrou. Segundo Felipe, fisgar um peixe desse porte nas águas de Mato Grosso era um sonho antigo da família. O grupo faz viagens de pesca ao estado há mais de sete anos, mas esta foi a primeira vez que conseguiu capturar um exemplar desse tamanho. "A emoção foi gigante. Só caiu a ficha a partir do momento em que ele saiu da água e, nesse momento, a festa foi absurda. Estávamos em cinco pessoas e foi difícil tirar ele da água", relatou. Recentemente, outro flagrante envolvendo a espécie no Rio Teles Pires chamou atenção nas redes sociais. Um vídeo mostrou um casal de pirarucus acompanhando vários filhotes no Porto Santo Expedito, em Itaúba, a 599 km de Cuiabá. Casal de pirarucus usa técnica de sobrevivência para proteger filhotes em rio de MT Espécie invasora Considerado um dos maiores peixes de água doce do mundo e o maior peixe com escamas da Amazônia, o pirarucu é classificado como espécie exótica invasora quando encontrado fora de sua área de ocorrência natural, no bioma amazônico. A espécie pode atingir até 3 metros e pesar 200 kg. Conhecido como o "gigante da Amazônia" e "bacalhau brasileiro", o pirarucu possui escamas resistentes e respira ar atmosférico a cada 15-20 minutos. Em março deste ano, uma medida do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) passou a autorizar a pesca da espécie em dez regiões hidrográficas do país como forma de controlar as populações estabelecidas fora da área de ocorrência natural. Segundo especialistas, ele é um peixe carnívoro que se alimenta de outros peixes, e já foi uma espécie ameaçada pela pesca predatória, no entanto, hoje, é recuperado através de manejo sustentável em comunidades locais. O pirarucu é um predador de topo de cadeia e possui alimentação generalista e oportunista, características que permitem à espécie ocupar diferentes ambientes aquáticos. Essa capacidade de adaptação pode provocar impactos sobre os peixes nativos nas regiões onde o pirarucu não ocorre naturalmente, segundo o Ibama, o que levou à adoção de medidas para controle da espécie em diferentes bacias hidrográficas brasileiras.

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