Conduta do delegado-geral de SC no caso cão Orelha será apurada pelo Ministério Público

  • 10/02/2026
(Foto: Reprodução)
MP apura conduta do delegado-geral de SC no caso Orelha A conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, no caso da investigação de maus-tratos ao cão comunitário Orelha, é alvo de um procedimento preparatório instaurado pela 40ª Promotoria do Ministério Público do Estado (MPSC), responsável pelo controle externo da atividade policial. O procedimento vai avaliar a necessidade de instauração de inquérito civil para possíveis ações judiciais. O MPSC justificou a abertura a partir do recebimento diversas representações contra a conduta do delegado. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp MPSC pede exumação do corpo do cão Orelha para perícia À NSC, Ulisses disse que não foi notificado. "Eu não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional. Não sou e nunca fui responsável pela investigação", declarou o chefe da Polícia Civil. O objetivo do procedimento do MP é apurar se teria havido abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e ato de improbidade administrativa por “revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo, propiciando beneficiamento por informação privilegiada ou colocando em risco a segurança da sociedade e do Estado”. Ulisses Gabriel, delegado-geral de Polícia Civil de Santa Catarina Polícia Civil/Divulgação MPSC apontou lacuna nas investigações do caso Orelha e pediu novas provas e depoimentos A apuração da atuação do delegado-geral segue uma série de procedimentos requeridos pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito do caso na última semana, que resultou na representação e pedido de internação de um adolescente pelos maus tratos contra o cão Orelha. Na segunda-feira (9), o MPSC deu 20 dias para a Polícia Civil refazer depoimentos e complementar o inquérito que apura uma discussão que aconteceu na portaria de um condomínio na Praia Brava, região onde o cachorro foi encontrado morto no início de janeiro. Pancada na cabeça, piora progressiva e adolescente indiciado: o que se sabe sobre as agressões ao cão Orelha O caso da discussão envolve três adultos indiciados por coação no curso do processo e ameaça, durante a investigação da morte do cão Orelha e maus-tratos ao cão Caramelo. Segundo o Ministério Público, o material reunido até agora apresenta lacunas que impedem que o órgão forme uma opinião segura sobre o que aconteceu. Por isso, o MP pediu que sejam feitos: Novo depoimento presencial do porteiro; Novo depoimento presencial de um vigilante; Juntada dos vídeos que mostrem as conversas dos suspeitos. O objetivo é que o porteiro e o vigilante identifiquem os suspeitos em vídeo e narrem com mais detalhes o que ocorreu. Como morreu o cão Orelha? Orelha foi agredido em 4 de janeiro e morreu no dia seguinte após ser resgatado por populares. Ele era um cão comunitário que recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava, bairro turístico de Florianópolis. O animal morreu depois de ser levado a uma clínica veterinária, em 5 de janeiro. De acordo com os laudos da Polícia Científica, Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa. No caso Orelha, foram 24 testemunhas ouvidas, mais de 1000 horas de câmeras de segurança analisadas, e oito adolescentes suspeitos investigados. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias d

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/02/10/conduta-delegado-geral-de-sc-caso-orelha-apuracao-ministerio-publico.ghtml


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