Cão Orelha: laudo após exumação aponta que animal tinha doença degenerativa crônica e infecção óssea

  • 04/03/2026
(Foto: Reprodução)
Cão Orelha: laudo após exumação não identifica lesões na cabeça O laudo da exumação do cão Orelha, realizada em 11 de fevereiro pela Polícia Científica de Santa Catarina, não encontrou lesões na cabeça e apontou que o animal tinha doenças crônicas prévias, na coluna e nos ossos do rosto (entenda abaixo). O documento, que tem 19 páginas e foi obtido com exclusividade pelo repórter Jean Raupp, da NSC TV, conclui que não há fraturas ou lesões compatíveis com ação humana nos ossos analisados. Mesmo assim, os peritos destacam que a ausência de fraturas não descarta a possibilidade de trauma na cabeça. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Idoso e dócil: quem era Orelha Os peritos também observaram uma área de porosidade óssea no lado esquerdo do maxilar, compatível com osteomielite, que é uma infecção no osso. Segundo o laudo, esse padrão indica um processo antigo, sem relação com qualquer trauma recente. Outra possível causa da infecção, segundo o laudo, é a grande quantidade de tártaro e a doença periodontal que o cão apresentava. Mesmo assim, o documento destaca que não é possível afirmar qual foi a origem exata do problema “devido à falta de histórico do animal”. Cão Orelha morava na Praia Brava Reprodução/Redes sociais O laudo também aponta alterações importantes na coluna. Os peritos encontraram muitos osteófitos, pequenas formações ósseas ligadas ao desgaste, compatíveis com espondilose deformante, uma doença degenerativa comum em animais idosos. O exame foi limitado à análise do esqueleto, já que o corpo estava em avançado estado de decomposição, o que impediu a avaliação de tecidos moles. Condições podem estar ligadas à vida nas ruas, diz especialista O professor José Francisco Bragança, do curso de Medicina Veterinária da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), explica que a osteomielite é uma infecção que pode ocorrer por bactérias ou por ferimentos que não cicatrizam da forma correta. “Em cães de rua, esse tipo de quadro é relativamente comum”, disse. Segundo o professor, a condição identificada na coluna do cão Orelha é semelhante ao chamado “bico de papagaio” em humanos, quando os ligamentos da coluna criam calcificações após inflamações repetidas. O quadro costuma causar dor leve e contínua. Cão Orelha na areia da praia Reprodução/Redes sociais De acordo com o professor, o fato de Orelha ser um cão comunitário e viver nas ruas pode ter contribuído para o agravamento do quadro. “Esses animais não têm um padrão alimentar adequado, nem suplementação que supra as exigências minerais e vitamínicas. Além disso, estão sujeitos a esforço físico constante, caminhando diariamente”, explicou. Por que o MP solicitou novas diligências à Polícia Civil Um mês depois da morte de Orelha, em 4 de fevereiro, o MP recebeu a conclusão das investigações. No dia 10, o órgão solicitou informações complementares à Polícia Civil após apontar que o material reunido apresentava lacunas que impediam a formação de uma opinião sobre o caso. As diligências solicitadas foram enviadas na última sexta-feira (20). Foram 35 novas ações solicitadas pelo MP, além de outros 26 atos de investigação e mais 61 diligências extras. Entre os pedidos, estava a exumação do corpo do animal. Agora, o MPSC segue a análise do material para decidir se acolhe o pedido de internação do adolescente apontado como autor, se pede mais investigações ou se arquiva o caso. Na segunda-feira (2), o órgão informou que criou um grupo de trabalho para analisar as novas diligências. A investigação está em segredo de Justiça por envolver adolescentes, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Entenda o caso Orelha foi agredido em 4 de janeiro e morreu no dia seguinte após ser resgatado por populares. Comunitário, o animal recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava, bairro turístico da Capital. Em um laudo inicial, baseado no atendimento veterinário que o animal recebeu, a Polícia Civil apontou que a morte de Orelha teria sido causada por um golpe na cabeça com objeto contundente e sem ponta. O MP recebeu o documento e solicitou a exumação do corpo do animal para a realização de um novo laudo. A exumação foi realizada em 11 de fevereiro. Infográfico - cão Orelha Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/03/04/cao-orelha-laudo-exumacao-animal-doenca-degenerativa-cronica-infeccao-ossea.ghtml


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